Lutando por uma vida melhor

Nesta semana, o professor Luciano Clóvis, da equipe Alta Tensão – Muay Thai, é o personagem homenageado pelo Projeto Personalidades.

Também praticante de Kung Fu, Capoeira e Kickboxing, o professor é um dos mais requisitados por alunos que desejam conhecer os segredos do Muay Thai e, há cerca de seis anos, dedica-se ao ensino da luta tailandesa.

– Quando resolvi me dedicar exclusivamente ao Muay Thai eu tinha apenas dois alunos. Hoje, juntando as academias em que trabalho, mais os alunos de aula particular, tenho aproximadamente 300 alunos – comenta Luciano.

Luciano também tem feito um bom trabalho na busca por jovens talentos. Alguns de seus alunos já participaram de diversas competições, inclusive de nível nacional.

– Temos bons atletas que disputam competições em grande nível. Dentre as competições que já participamos, posso destacar algumas, como por exemplo, Fighting Way Championship, Estadual de Kickboxing e Muay Thai Amador, Campeonato Brasileiro de Muay Thai e Kickboxing e ASKB Combat – destaca.

O professor fez questão de frisar, que as competições em que a equipe Alta Tensão – Muay Thai participa são homologadas pela Confederação Brasileira de Muay Thai e Kickboxing (CBMTK), além de ter o apoio da Federação Interestadual de Kickboxing e Artes Marciais (FIKAM).

O INÍCIO

Quando criança, Luciano não teve muitas oportunidades na vida. Lembro-me que ainda bem jovem, o vi em algumas oportunidades trabalhando como servente de pedreiro.

– Minha vida não foi fácil, eu trabalhava pra ajudar em casa. Vendia salgados, picolé, além de trabalhar como servente de pedreiro, dentre outras atividades. Eu trabalhava pra juntar dinheiro, com o intuito de pagar um professor de artes marciais. E, quando tinha provas de graduação, trabalhava em dobro, mas, graças a Deus, conseguia fazer os exames – recorda Luciano.

Durante a entrevista, o professor disse que relembrar o passado, era algo importante, a fim de que ele nunca viesse a se esquecer de suas origens.

– Não tive uma boa infância. Com oito anos, meus pais se divorciaram e eu não aceitava a separação deles. Comecei a me tornar uma criança rebelde, sem disciplina alguma. E, eu precisava de um norte, de um caminho – diz.

Foi justamente nessa época o primeiro contato com a arte marcial brasileira, a Capoeira…

– Aí comecei a praticar Capoeira, quando aprendi o respeito e a ter disciplina. Passei a respeitar os colegas. Já não mais brigava na escola e nas ruas. A Capoeira foi o primeiro contato com a luta e me deu suporte para buscar aprender outras artes marciais – revela Luciano.

Enquanto praticava a Capoeira, Luciano observava os professores. Entre uma roda e outra, começou a surgir o desejo de se tornar um professor.

– Eu queria ser professor, era algo que mexia comigo, desde garoto. No fundo, no fundo, eu sabia que através das artes marciais eu conseguiria uma vida melhor. E, tinha razão… A grande oportunidade que eu tive na minha vida, foi através das artes marciais e, não tive medo, agarrei essa chance com unhas e dentes. Eu só tenho a agradecer a Deus por ter me concedido essa oportunidade – conta.

Fã da lenda Bruce Lee e do astro de cinema Jean-Claude Van Damme, Luciano também teve contato com o Kung Fu. Lembro-me de uma vez, em que fui até a casa dele para treinarmos e, quando lá cheguei, ele estava repetindo o famoso ‘alongamento Van Damme’, com as pernas totalmente abertas, apoiando os calcanhares em cima de duas cadeiras.

– Eu assistia aos filmes e focava nos golpes que eram utilizados. Depois, ficava horas a fio treinando em casa. Era uma época onde não havia muita informação sobre artes marciais, então, era comum comprar revistas e estudar os golpes, praticando o passo a passo – lembra.

Com o passar dos anos, depois de muito treinamento, inclusive indo para outras cidades em busca de conhecimento, Luciano começou a ministrar aulas de Kung Fu.

– Eu não tinha espaço nas academias, talvez por causa do estilo de luta, ou talvez as pessoas não levavam fé em mim, não sei bem ao certo. Eu dava aulas em campos de futebol e no alto do morro, lá no Bairro São Mateus. Mas, as coisas começaram a melhorar e eu passei a dar aulas em um colégio. Em poucos meses, eu já havia conseguido muitos alunos – afirma.

O PRIMEIRO CONTATO COM O MUAY THAI

O primeiro contato com o Muay Thai foi em um torneio de MMA, no qual ele era um dos participantes. Daquele dia em diante, além do Muay Thai, passou a treinar Kickboxing.

– E foi através do Muay Thai que consegui chegar a uma academia. Aí, eu encontrei uma grande aceitação. O Muay Thai se tornou uma febre, acredito que pelo dinamismo da aula, a perda de calorias que o esporte proporciona, além da grande projeção na mídia. Tudo isso ajudou na aceitação da luta nas academias – reforça Luciano.

Hoje, o professor se diz satisfeito com os resultados alcançados em sua vida e falou sobre projetos para o futuro.

– Sempre lutei por uma vida melhor e foi justamente através das artes marciais que eu construí a minha história. Estou muito satisfeito com os degraus alcançados. Não busco fama, nem elogios, venho lutando por uma vida melhor, dia a dia. Para o futuro, tenho um sonho, montar minha própria academia, inclusive, dedicando parte do meu tempo a projetos sociais, atendendo àqueles que não tem condições de pagar por uma aula. Vamos viver um dia de cada vez e, sempre lutando por uma vida melhor! – finaliza Luciano.

Outras informações sobre a prática de Muay Thai e outros estilos de artes marciais podem ser obtidas diretamente com o professor Luciano Clóvis, através do seguinte contato: (22) 9 9896 8727.

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